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4 a 0 sobre São Paulo sublinha repertório do Palmeiras: 3 finais, 3 táticas

O Palmeiras de Abel Ferreira massacrou o São Paulo, por 4 a 0, na final do Campeonato Paulista, no domingo (3). E o fez apostando muito no seu poderio ofensivo, com 19 finalizações —oito na meta— contra nove chutes do time tricolor, que acertou o gol de Weverton duas vezes. Teve também a bola 50% do tempo, mesmo tendo aberto 2 a 0 já na primeira etapa —dados da ESPN.

O Palmeiras jogou três decisões em 2022: contra o Chelsea, no Mundial; na Recopa Sul-Americana, contra o Athletico-PR; e a final do Paulista, contra o São Paulo. Em cada uma, o time se portou de um modo completamente diferente.

Contra os ingleses, Abel escalou uma linha de seis jogadores na defesa e claramente se defendeu mais do que atacou. Jogou de modo reativo e, com essa estratégia, segurou um empate em 1 a 1 com o campeão europeu até o minuto 117 do jogo, na prorrogação, quando os Blues tiveram um pênalti apontado pelo VAR.

Já contra o Furacão, na vitória por 2 a 0, o time de Abel ficou mais tempo com a bola e jogou atacando, tentando ditar as ações da partida. Foram nada menos que 23 chutes para o gol do goleiro Santos, sete deles na direção correta.

Contra o São Paulo, Abel mesclou dois movimentos distintos. Primeiro, buscou sufocar a saída tricolor para o jogo, com muita pressão de todos os jogadores do meio e do ataque. Já quando chegou ao ataque, chegou a fazê-lo com até seis jogadores ao mesmo tempo. Ao ponto de “dobrar” pelo lado do campo, usando, por exemplo, Scarpa e Piquerez no ataque em uma mesma jogada pela esquerda.

O time do técnico português vai ganhando confiança e apresentando repertório variado à medida que os meses passam. Com entrosamento entre os jogadores e entendimento claro dos planos de jogo do técnico, que vai mostrando que pode montar o Palmeiras de diversas maneiras. Ontem, depois de uma vitória arrasadora. Abel preferiu elogiar o projeto palmeirense como um tudo.

“Sou uma peça, mas uma peça dentro de um relógio que tem sido consistente. Temos uma estrutura de futebol que dá todo o apoio, uma diretoria que trabalhou para que o jogo seja aqui, nossos torcedores… Sem eles, hoje, era impossível a virada. Eles fizeram a parte deles muito bem feita. Nós, com o empurrar deles, foi o que assistimos em campo hoje. Fomos muito melhores que o São Paulo hoje. No Brasil, jogar em casa ou fora é diferente. Hoje fomos muito fortes”, afirmou.

R$ 422 milhões à portuguesa O Paulistão foi a quinta taça levantada pelo Palmeiras de Abel Ferreira, no clube desde outubro de 2020. Em menos de dois anos de trabalho, o português já rendeu ao Verdão R$ 422 milhões em premiações dos torneios que disputou. O título paulista rendeu R$ 5 milhões.

A conta já leva em consideração as atuais participações na fase de grupos da Copa Libertadores e na terceira fase da Copa do Brasil. O principal faturamento, como não poderia ser diferente, se deve à principal competição continental: os dois títulos da Libertadores renderam, somados, R$ 230 milhões aos cofres palmeirenses.

Os outros títulos conquistados por Abel, a Copa do Brasil 2020 e a Recopa Sul-Americana 2021, somaram R$ 75 milhões. O Brasileirão rendeu quase R$ 53 milhões pelo sétimo lugar em 2020 e terceiro lugar em 2021, enquanto as duas participações no Mundial de Clubes chegaram a R$ 33,4 milhões.

Abel Ferreira recentemente renovou seu contrato com o Verdão até o fim de 2024 e irá receber R$ 34 milhões por temporada, uma média de quase R$ 3 milhões mensais. Uma média das premiações do Palmeiras desde que o português assumiu o comando, porém, ultrapassa os R$ 23 milhões por mês.

Fonte: UOL




04/04/2022 – Confresa FM

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