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Mauro critica ação do MPF para barrar ferrovia estadual: "é brincadeira o que estão fazendo"

Ministério Público pediu a suspensão das licenças da ferrovia entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde até que haja consulta aos povos indígenas

O governador Mauro Mendes (União) criticou o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), que ajuizou na última semana uma ação civil pública, com pedido de liminar, para suspender o licenciamento ambiental da Ferrovia Rondonópolis – Lucas do Rio Verde e impedir que o Estado autorize qualquer outra licença até que haja consulta ao povo indígena Boe Bororo.

Segundo o MPF, a empresa Rumo não teria realizado estudos específicos sobre o impacto da obra sobre a população indígena que vive nas terras Tereza Cristina e Tadarimana, onde deve passar o traçado da ferrovia, e nem consultado os indígenas.

A posição foi rebatida pelo governador, que a classificou como “brincadeira”, afirmando que os trilhos devem passar cerca de 10 km de distância entre as aldeias indígenas.

“Com todo respeito ao Ministério Público Federal, importante papel que ele tem, eu acho que é uma brincadeira o que eles estão fazendo. Porque não tem índio no meio do caminho, está a mais de 10km de qualquer aldeia indígena. “Ah, não, mas o índio passa daqui pra lá”, uai! O índio anda no estado inteiro, então se o índio anda no estado inteiro todo lugar que o índio passar e tiver que fazer um estudo de componente indígena, vamos parar Mato Grosso”, disse Mauro, durante entrevista ao programa Primeira Página, da rádio Centro América FM, nesta sexta-feira, 12 de agosto.

Mendes disse que o posicionamento do MPF está errado e destacou que respeita os povos indígenas. Ele relembrou durante a entrevista que recebeu o cacique Raoni, uma das lideranças da população indígena no estado, onde ele teria pedido asfalto dentro da aldeia.

“Se falar isso para o Ministério Público Federal parece que é uma heresia. OIT 169 [Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho trata sobre Povos Indígenas e Tribais] diz que tem que respeitar os povos indígenas. O Ministério Público, na minha opinião, está equivocado, não tem interferência. Agora, porque o índio anda de um lado pro outro e vai passar pelo meio do caminho?”, questionou.

“Então não vamos fazer obra nenhuma em Mato Grosso, tudo que vai ter que estudar é três, quatro até cinco anos aquela Funai demora. Pelo amor de Deus, não faça isso com Mato Grosso, pelo amor de Deus”, enfatizou.

AN




15/08/2022 – Confresa FM

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